segunda-feira, 3 de agosto de 2015

O Que é o Mutamos?

A vida é movimento, do primeiro folego só paramos no ultimo suspiro, sempre seguindo em frente, porem em ciclos, como as estações do ano ou as fases da lua. Nascemos e morremos e observamos. Adquirimos conhecimentos, fazemos escolhas, ganhamos sabedoria e criamos duvidas. Assim vamos despertando cada vez mais, e esse despertar é quando Mutamos.


Estamos sempre Mutando, cada dia que acordamos, somos um novo ser, uma nova pessoa, mesmo se não damos conta dessa mutança, ela ira acontecer. Existe também as grande mutanças, que normalmente surgi de repente , nos pega de surpresa e nos tira o chão, e algumas que ao invés disso nos preenche com vontade e certezas, como se tudo fosse possível e esse estado de ser é quando Mutamos


O segundo passo que seguimos quando #Mutamos é de mutar o nosso lar, a nossa casa, a mãe terra, o planeta e todos os seus habitantes, nos humanos esquecemos os antigos valores, do amor ao próximo, de que somos uma única e grande família, que não podemos nos violentar ou deixar os pequenos morrer de fome, enquanto uma pequena elite converte a mente de muitos de nos e ferra com o nosso lar, eles agem assim por que não Mutaram, por que quando Mutamos, nos tornamos amor e compaixão, queremos o bem maior como nosso desejo pessoal, só ficamos bem quando nosso entorno esta bem, respeitamos e aceitamos tudo, e assim seguimos em frente sem se importa com insultos ou elogios, e só chegamos nesse ponto quando Mutamos.


(Matuzaleu)

quinta-feira, 18 de junho de 2015

domingo, 25 de maio de 2014




Mutamos voltando a ativa em modo Blogger?

                                                 
                                                                                      Quem sabe?

#Mauricio vulgo #Matuzaleu

sábado, 29 de dezembro de 2012

Mutança do Mutamos


O Mutamos se mutou pro face http://www.facebook.com/pages/Mutamos/173160969410528

xD

(Matuzaleu)

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Tempo Presente



Arrancar todo conhecimento dentro de si e se tornar um vazio. Manter este estado para disponibilizar a própria manifestação. Sem vícios pessoais ou equivalêncas que contraímos de nossos registros anteriores. Se despir dos seus argumentos e de suas contradições para possibiltar estes acessos, que acreditamos ser restritos aos "favorecidos" ou aos "iniciados" com suas grandes e isoladas jornadas. A humanidade evolui juntamente com suas máquinas e nos torna, fisicamente capazes de manter estados que preservam a nossa singularidade. Esta percepção se traduz como uma expressão, como palavra, como pensamento, criando condições de se materializar. É o encontro de um deslocamento iluminado e a interiorização. Somos seres divinos, sem saber o que fazer, exatamente, com esta capacidade. É um desafio para que possamos permitir, através do nosso veículo físico, a manifestação divina, que sempre existiu e que sempre existirá e que percebe o "tempo presente", através e apesar de você. 
Rose Reiter

terça-feira, 11 de setembro de 2012

E se tudo virar nada e nada virar tudo?



‎"E se tudo virar nada e nada virar tudo?
E se o passado estiver presente no futuro?
E se o fim acabar logo no início?
E se o bem fizer mal ou o mal acabar fazendo bem?


Onde acaba o começo e onde começa o fim?
Como poderia existir um segundo sem que exista um primeiro?
Entre o sim e o não talvez exista o talvez
Quando a noite chega pra onde vai o dia?
Se você nem se conhece como pode conhecer outra coisa?

Como sabe o que está fora e o que está dentro de você?
O tempo ficou curto ou você mais apressado?
A vida imita a morte ou a morte imita a vida?
O homem faz a profecia ou a profecia faz o homem?

A vida as vezes parece uma conversa com uma dessas pessoas que tem tanta coisa pra falar e pouca coisa pra dizer. São tantas questões e dúvidas distraindo a nossa mente, que não percebemos que existe outra forma de viver a vida….sentindo!

Buscamos o entendimento dos mistérios da vida e se quer entendemos nossos próprios mistérios, quando mal percebemos que aquilo que está na nossa cara, bem ali diante do espelho… Uma vida mal vivida, é muito mais uma morte que uma vida e enquanto olhar pra fora for mais interessante que olhar pra dentro e se conhecer, talvez muitos morram na véspera de nascer…. De nascer pra si mesmo, não dá pra ficar vivendo como sombra uma vida toda, embora tem gente que consegue, até porque quem vive essa vida nem é a pessoa, mas sim alguns fantasmas e personagens criados pelo instinto de sobrevivência, dos quais se alimentou e alimentaram você. Enquanto você não se conhece e não assume o controle da sua vida, pode ter certeza que não é você quem está vivendo ela, mas sim estes personagens que aproveitam sua ausência para viver a vida que era pra ser vivida por você… E se na hora da morte você ver que sequer viveu sua vida e que foi apenas hospedeiro de alguns parasitas criados por você? Existem dois tipos deconhecimento, o conhecimento do mundo de fora e o universo do autoconhecimento, um precisa ser estimulado e outro bem dosado…. Um traz paz e consciência, o outro excesso de bobagens e certezas… Autoconhecimento é observação, é sentir a vida numa só respiração…conhecimento é teoria, é informação que pode dizer muita coisa ou não, pois seu universo é dual… Sentir não deixa dúvida, diferente do pensar. E enquanto você não se conhece pode ser que tudo que tudo que acredita sentir, você realmente não sinta, apenas pensa sentir….Pensa o sentimento…Sente o pensamento."

sábado, 8 de setembro de 2012

Vagabundos que acham que podem falar de espiritualidade


Por: Rudy Rafael

Quedando-se inerte à vida o vagabundo não pensa, ele acha. Caso pensasse não seria vagabundo. A primeira consideração a ser feita sobre qualquer pessoa que fala sobre espiritualidade é se esta paga as próprias contas. Todo e qualquer blablablá sobre espiritualidade ecoado por um parasita deve ser sumariamente descartado, pois este intimidade alguma tem com a espiritualidade para que dela possa querer dispor. A ignorância, a hipocrisia e a má-fé acompanham os sanguessugas que acham que podem falar sobre espiritualidade e aquele que quiser buscar efetivamente o desenvolvimento espiritual não pode perder o seu tempo com o nada, eis que dos vagabundos nada espiritualmente útil sai. Vagabundos são sempre escravos de outrem e escravos não têm como ensinar alguém a se libertar daquilo que eles mesmos são cativos.

Um dos princípios mais básicos da espiritualidade é a liberdade. Através da busca adquire-se o conhecimento que liberta da ignorância. Deus, a Luz, é o conhecimento, a liberdade. O Diabo, as Trevas, é a ignorância, a escravidão. A Terra vive em guerras em razão da escravidão. Em todo lugar um quer escravizar o outro, seja material, emocional, intelectual ou espiritualmente. A pessoa espiritualizada não escraviza, não se deixa escravizar e tampouco aceita a escravidão alheia. O vagabundo é escravo, escraviza e aceita a escravidão alheia, pois depende de alguém para sobreviver e sendo escravo deve primeiro ver-se livre para depois querer libertar os outros. Na espiritualidade, assim como na vida, uma pessoa jamais pode querer pregar aquilo que não vive. A mudança é pela vibração e é o exemplo que faz vibrar, não as palavras.

Se o cidadão que fala sobre a espiritualidade, mesmo tendo plenas condições de trabalhar e prover o próprio sustento, se entrega à vagabundagem se transformando apenas em mais um come-dorme vivendo às custas dos outros, ele de fato não sabe o que é a espiritualidade, pois vive na escravidão, é hipócrita, por não viver o que prega, e age de pura má-fé, deixando-se ser sustentado pelos outros sendo um verdadeiro encosto. Estas pessoas, que se não fosse pelos outros não teriam nem papel para limpar a bunda, dizem que os outros dormem espiritualmente, quando na verdade os outros acordam cedo para trabalhar enquanto elas ficam dormindo. Naturalmente que alguém assim não tem a mínima aptidão até mesmo para falar que reencarnação existe, pois se soubesse disto saberia que a sua vagabundagem trará os frutos resultantes da vagabundagem.

Neste mundo, neste plano onde há divisão, cada um cumpre o seu papel na Grande Obra para este mundo, para este plano, e a Obra é o trabalho. Amar a Deus é ajudá-lo cuidando da sua obra, sendo jardineiro do seu jardim, trabalhando, cuidando, fazendo e agindo. Cada pessoa nasce com um propósito, uma função, um trabalho a ser feito para a humanidade e para a evolução interna. Ninguém ajuda a humanidade e a si sendo um vagabundo come-dorme que depende dos outros para viver, ficando sem fazer nada, só dormindo, comendo e arrotando o que diz ser espiritualidade. O cachorro faz o seu trabalho de latir ao perceber um estranho se aproximando da casa e até os vermes fazem o seu de decompor os corpos dos cadáveres. Seria vergonhoso para uma pessoa comprovar que é menos útil ao mundo do que um cachorro ou um verme.

Quando se diz que o conhecimento liberta não se trata apenas de uma alegoria ou de um simbolismo, a questão é literal mesmo. A pessoa que aprende se liberta e se torna autossuficiente, não precisando mais da outra que antes fazia aquilo por ela. Quem ama luta para tornar a outra pessoa plena, independente, livre. Ninguém é feliz e realizado dependendo dos outros. Quem aceita pacificamente a situação de dependência tem um espírito atrasado por demais. Por mais que a apatia da alma convença, o espírito não foi criado para isso. O espírito anseia por expansão, não restrição. Quem nas trevas está mantém a outra refém na prisão da dependência, fazendo-a sempre dependente dela para que assim ela possa exercer a escravidão e conviver com o seu próprio medo. Tudo sempre é questão de escolha: ensinar a pessoa para que ela possa se virar sozinha ou mantê-la presa fazendo para ela.

O sentimento de prisão é inerente ao próprio estado de estar encarnado. O espírito que outrora vivia fora da matéria naturalmente se sente preso dentro do corpo físico em que está e se existem situações que não podem ser evitadas, apesar de que devem ser aceitas para que sejam transcendidas, existem vivências que podem, como a escravidão. A espiritualidade não é apenas ficar falando de mundo cor-de-rosa com pessoas de mãos-dadas cantando Imagine e falando de Amor o tempo todo uma para a outra. A espiritualidade efetiva é libertar, dar independência, fazer as pessoas sentirem-se e serem livres, fazer com que ninguém seja escravizado por qualquer tipo de dependência ou opressão, seja material, emocional, intelectual ou espiritual. Dependência é restrição, restrição é escravidão e a espiritualidade é liberdade. Falar de espiritualidade vivendo de mendicância não existe.

A espiritualidade prática é fazer com que a outra pessoa compreenda que ela deve trabalhar para ter o próprio sustento e não ter mais que ficar pedindo dinheiro para os outros, o que lhe dará honra e dignidade ao se olhar no espelho. É fazê-la entender que deve ficar com uma pessoa unicamente por Amor e que qualquer relação que tenha a mínima fumaça de opressão e escravidão deve ser evitada. É motivar as pessoas para que procurem mais aprender a fazer as coisas do que preferir que outros façam por elas. É mostrar que ninguém precisa seguir alguém ou grupo espiritual algum, mas unicamente o seu coração. Isto é liberdade, isto é espiritualidade. A pessoa que se diz voltada à espiritualidade e que ao invés de libertar os outros os mantém cativos de seus supostos conhecimentos está servindo ao outro lado, pois é lá que está. Amar é querer ver a outra pessoa plena, não restrita.

Aqueles que tendo condições de trabalhar e se sustentar e mesmo assim não o fazem estão em uma rede de escravidão. Sendo escravizados pelos seus Senhores que lhes sustentam, escravizando as pessoas que lhes sustentam (ninguém por opção sustenta vagabundo) e nada fazendo contra a escravidão, já que a vivem e à abraçam, estas pessoas não têm como falar qualquer coisa sobre espiritualidade. Por sua ignorância da própria espiritualidade, que é libertação, sua hipocrisia, por não viver aquilo que pregam, e por má-fé, sendo que vivem imotivadamente às custas dos outros, não possuem legitimidade para falar do que é do espírito. Um cego não pode guiar outro cego e antes que alguém queira acertar a vida dos outros deve acertar primeiro a própria. Se a pessoa não consegue gerir a própria vida, muito menos poderá palpitar sobre a do outro.

No mundo atual as pessoas que nada têm a dizer têm liberdade para falar o que quiserem e assim muitos falam muita coisa. Sábios e gênios sobre toda sorte de assuntos não faltam, ainda mais sobre a espiritualidade; mas a espiritualidade é mais para ser vivida do que falada. O cidadão que trabalha, contribuindo da sua forma para o coletivo, e se sustenta com seu suor vive muito mais a espiritualidade do que o vagabundo que fica só arrotando mensagens espirituais por aí, mas que é sustentado pelos outros. Viver falando de espiritualidade é fácil; é só não ter o que fazer, falar qualquer porcaria genérica de senso comum com paz & Amor e pronto. Agora acordar cedo pra trabalhar, passar horas no trânsito, suportar tudo no trabalho e chegar em casa tarde e cansado, vagabundo não quer. É fácil ficar falando de espiritualidade quando tem outra pessoa ralando para sustentar a casa.

A espiritualidade também é usada para satisfação do Ego. Há pessoas que se satisfazem pelos bens materiais que possuem, outras pela aparência física, outras pelas titulações acadêmicas e há também as que se satisfazem com a atenção que ganham ao falar sobre a espiritualidade, um terreno fértil por trabalhar com a boa vontade e a fé das pessoas. Entretanto, o buscador ao se deparar com a eloquência encarnada em alguém que fala demais sobre a espiritualidade deve primeiramente questionar como esta pessoa ganha a vida. Se ela tem condições de trabalhar e se trabalha para se sustentar ou se é apenas um come-dorme vivendo às custas dos outros e que fica arrotando sobre espiritualidade o dia todo por não ter o que fazer e por ter quem lhe sustente. Vagabundos acham que podem falar de espiritualidade, mas a espiritualidade nada tem a ver com os vagabundos.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Gangaji - A nossa historia



"Reconhecemos a localização de nossa história em nossa carne e emoções. A partir deste reconhecimento a escolha nasce. Na maioria das vezes nós temos escolhido perpetuar essa história ou se rebelar contra ela. Naturalmente ficamos excitados ao descobrir que podemos escolher viver uma história diferente, uma que nos sentimos mais alinhados. Há ainda uma outra escolha. Temos a capacidade de ter um m
omento e se livrar de todas as histórias. Podemos experimentar o que significa ser ninguém.

Debaixo de todas as histórias, podemos experimentar o núcleo profundo de nós mesmos sem história, sem gênero e sem parentes. Essa presença é livre de relacionamentos e não tem passado nem futuro. No núcleo do nosso ser somos livres de definições. Livre de nossas definições experimentamos a nós mesmos como a inteligência consciente de si mesmo como espaço aberto, sem fim. Neste instante sem ser a história, é um instante de liberdade. Pois mesmo que a nossa história esteja cheia de luz e beleza, na medida em que nos definimos através dessa história, somos menos livres.

Após este momento, as histórias nunca são as mesmas. Podem estar presentes, como provavelmente estarão, mas elas não têm mais poder inerente de nos definir.A riqueza interior que está disponível para nós não é limitada ou ampliada por determinados eventos internos ou externos. Enquanto a personalidade de cada indivíduo continua apenas como as histórias continuam, o verdadeiro "eu" está em casa."

Gangaji

domingo, 19 de agosto de 2012

Osho - O rio e o oceano


Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme
de medo.
Olha para trás, para toda a jornada,os cumes, as montanhas,
o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos
povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar
nele nada mais é do que desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar.Voltar é impossível na existência. Você
pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E somente quando ele entra no oceano é que o medo
desaparece.
Porque apenas então o rio saberá que não se trata de
desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano.
Por um lado é desaparecimento e por outro lado é
renascimento.
Assim somos nós.
Só podemos ir em frente e arriscar.
Coragem !! Avance firme e torne-se Oceano!!!
Sempre permaneça aventureiro.
Por nenhum momento se esqueça de que
a vida pertence aos que investigam.
Ela não pertence ao estático;
Ela pertence ao que flui.''
(Osho)

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Somos Instantes


Vive o instante que passa. Vive-o intensamente até à última gota de sangue. É um instante banal, nada há nele que o distinga de mil outros instantes vividos. E no entanto ele é o único por ser irrepetível e isso o distingue de qualquer outro. Porque nunca mais ele será o mesmo nem tu que o estás vivendo. Absorve-o todo em ti, impregna-te dele e que ele não seja pois em vão no dar-se-te todo a ti.
Olha o sol difícil entre as nuvens, respira à profundidade de ti, ouve o vento. Escuta as vozes longínquas de crianças, o ruído de um motor que passa na estrada, o silêncio que isso envolve e que fica. E pensa-te a ti que disso te apercebes, sê vivo aí, pensa-te vivo aí, sente-te aí. E que nada se perca infinitesimalmente no mundo que vives e na pessoa que és. Assim o dom estúpido e miraculoso da vida não será a estupidez maior de o não teres cumprido integralmente, de o teres desperdiçado numa vida que terá fim.

Vergílio Ferreira

segunda-feira, 30 de julho de 2012

J. Krishnamurti - A vacuidade do espirito.



“Um recipiente só é utilizável quando está vazio, e um espírito cheio de crenças, dogmas, afirmações e citações, é na verdade um espírito estéril, uma máquina de repetição. Deste estado de vazio é que tentamos sempre fugir por todos os meios. E é por isso que a solidão é perigosa. Ela nos coloca em estado de receptividade. Procuramos, então, aquilo que chamamos de divertimentos, encher o silencio por barulho que, transportando-nos ao passado ou ao futuro, nos afastam do vazio. Mobiliamos a solidão com pensamentos defensivos. Mas esta vacuidade não desaparece. Nós a negamos mas não chegamos a destruí-la. Se você chegar à evasão total irá parar num asilo de loucos onde se tornará completamente estúpido. E é exatamente isso o que acontece hoje no mundo”. A única solução para não se temer esta vacuidade é não fugir dela e ver a realidade cara a cara, sem palavras, sem pensamentos.

“O vazio criador não pode ser produzido enquanto o pensador estiver atento e for observador, a fim de consolidar sua experiência. Se você quiser esta experiência, a terá. Mas não será o vazio criador. Será a projeção do seu desejo, a ilusão. Mas comece a observar, a ser consciente de suas atividades em cada instante, a olhar o conjunto do seu processo como um espelho, e à medida que se aprofundar chegará, finalmente, , a esta vacuidade que somente pode produzir a renovação. O estado de vazio criador não se cultiva; ele chega sem ser convidado. E somente nele pode acontecer a revolução criadora.”

Esta vacuidade se faz presente quando a vemos como um abismo. Quando a procuramos ela escapa. Ela não tem lugar, não tem solidez, e por isso mesmo, por causa desta fluidez, é que aparece somente àquele que não sabe.

“As idéias não são a verdade. A verdade deve ser vivida plenamente, de momento a momento. Isto é a verdade. A capacidade de abordar tudo, instante a instante, à maneira de um ser novo, não condicionado pelo passado, de maneira que não existam mais efeitos cumulativos agindo como uma barreira entre o eu e aquilo que é. A idéia só para quando há amor. E este não é memória nem experiência. O amor não pensa.”

A mobilidade da verdade precisa de uma grande mobilidade de ação acessível àquele que não se prende a nada, àquele que é livre como o vento por que viu a realidade. A rapidez de sua percepção engloba a verdade que é através de todas as evoluções. Não há mais fixidez, fórmulas, mas liberdade luminosa. Isento de toda formação, ele não é prisioneiro de nenhuma fórmula, não há mais busca ou espera da realidade. Os limites do pensamento foram ultrapassados, ele atingiu o inexprimível, o “sem palavras”. “Se a verdade era um ponto fixo, não era a verdade, mas apenas uma opinião. A verdade é o desconhecido e aquele que a busca nunca a encontrará, porque todos os elementos que a compõem pertencem ao conhecido. O espírito é o resultado do passado, um produto do tempo. É o instrumento do conhecido e não pode descobrir o desconhecido. Pode ir apenas do conhecido ao conhecido.”

Jiddu Krishnamurti

O Bosque de Berkana

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Eu vejo meus pensamentos, logo eu sou o observador.


Você já parou pra pensar o que é pensar? O que são e onde estão os pensamentos? Por que não paramos de pensar desde a hora que acordamos ate a hora de dormir? Já tentou se concentrar em um único pensamento, em um único assunto? É como pegar água com as mãos.

Os pensamentos vivem na mente, no plano mental, e disputam entre eles a sua atenção, cada pensamento que fala com você na sua mente, veio de outro ser, uma mãe, um professor, um amigo, a net, o google o facebook(...), logo seus pensamentos são limitado com as informações que você coletou na jornada chamada vida na terra. então por causa disso a mente não conhece o novo, ela ate tenta, planejando o futuro com o "quando", e alterando o passando com "e se", porem os dois será baseado no que você já sabe.

Quando não temos consciência do que são os nossos pensamentos, eles tomam controle da nossa vida, nos tirando do corpo, do aqui-agora, do presente. Repare que quando estamos distraído no mundo mental, não escutamos uma conversa no metro que ocorre do nosso lado, dependendo dos pensamentos, nem escutamos a musica no fone de ouvido. A mente é tão tagarela e confusa, que faz a gente andar feito zumbi pela cidade, deixando de apreciar o que é belo e efêmero, como a própria vida é. E a vida é no agora e não precisa pensar para saber isso, mas a mente quer pensar, quer entender, quer interpretar, colori todas as coisas deste universo.

Se enquanto você lê este texto esta pensando, então você não estará o lendo, seu foco esta no plano metal e não no real agora aqui no físico, entrementes não estou aqui dizendo para ti calar a mente, pensar em não pensar é pensar, eu quero sim te dizer que não de tanta bola para sua mente, ela não é o bem maior do ser humano, e ela não ira parar de falar enquanto o teu coração bater, e falando no coração, tente escuta-lo, senti-lo,(sem as mãos), é engraçado né? Como de repente tomamos consciência da batida dele no peito, do pulsar, da vida, e esta sensação esta ai vinte-quatro horas por dia, mas o ruido da mente abafa ela.

Você não é os seus pensamentos, Você é aquele que vê os pensamentos na mente, existe o corpo, existe a mente, e existe você, o eu, não importa se você esta na mente ou no corpo, é lá que estará o eu, o observador, o corpo morre, a mente morre, e o eu evolui.

#Matuzaleu

quinta-feira, 26 de julho de 2012

2 anos de Mutamos no dia fora do tempo


Ontem Mutamos fez 2 anos de celebração, agradeço a todos que o visitaram, neste ultimo ano as visitas mas do que quadruplicaram, mesmo no hiato de quase 3 meses, isso inspira a seguir escrevendo, pretendo continuar no trabalho, criando novos horizontes nesse mundo de conhecimentos mistifórios.

Que comece o novo ciclo, feliz ano novo a todos!

(Matuzaleu)

"O Dia Fora do tempo

A contagem do tempo Maia se baseia em 13 ciclos lunares de 28 dias por ano solar, perfazendo 364 dias, mais um chamado de ‘Fora do Tempo’, entre o Ano Velho e o ano Novo. Pelo calendário Maia, o dia fora do tempo é o dia 25 de Julho.

Os Maias consideravam este dia como uma grande oportunidade de reciclar, recomeçar, recarregar as energias, libertar o que já não é mais preciso, agradecer por tudo o que foi recebido no período anterior em todos os aspectos, agradecendo inclusive os momentos menos bons, pois eles também são aspectos importantes na nossa aprendizagem e evolução como seres humanos, cuja essência é espiritual.

No dia 26 de Julho recomeça um novo ciclo com o nascimento astronómico de Sirius, que se eleva no horizonte juntamente com o Sol, trazendo uma energia de limpeza e purificação interior, trabalhando os nossos corpos sutis, principalmente o emocional.

Esse é um acontecimento mundial, e milhares de pessoas já seguem este calendário, quando este número de pessoas for suficiente para criar uma ‘massa crítica’ mudará a frequência do tempo como conhecemos e entraremos no tempo real da harmonia e da Paz, onde o tempo deixa de ser dinheiro para ser arte.

O Calendário da Paz permite sairmos da frequência artificial para uma sincronicidade da Lei do Tempo e a frequência natural 13:20, que rege o nosso Sistema Solar e toda a Galáxia. O calendário de 13 luas de 28 dias é uma medida de exatidão biológica da órbita do nosso planeta ao redor da sua estrela, o Sol. É um padrão de medida perfeito que coordena e sincroniza as fases da Lua com os ciclos galácticos e o tempo.

Quando essa informação fica clara em nosso ser, passamos a vibrar com esta frequência e isso será a causa de uma revolução sem precedentes. Uma revolução onde o Tempo voltará a seu eixo e com ele toda a existência humana terá nova significação."

segunda-feira, 23 de julho de 2012

O mistério do ego


Por Luiz


A palavra "ego" aparece 10 mil vezes mais em publicações esotéricas do que na psicologia. Provavelmente aparece mais ainda em literatura latina clássica, já que traduz-se como "eu" em português. Podemos ver que a derivação é direta do latim.

Na psicologia, surgiu na tradução americana de Freud, uma vez que os tradutores não queriam escrever "eu", "outro-eu" e "isso"(em inglês ou em outras línguas), então escreveram ego, alterego e id. Hoje essa tradução é rechaçada por muitos pesquisadores favoráveis a uma abordagem mais consistente, na minha opinião, pois essas palavras latinas mistificam para o leigo os conceitos que representam essas categorias freudianas.

Muito bem. Nesse contexto, a literatura esotérica de inspiração hindu e budista encontrou na palavra ego uma "boa" tradução para diversos conceitos, como citta (que ficaria melhor como "mente"),aham (que seria então "falso-eu") e muitos outros conceitos. Todos eles, na passagem para o inglês, foram jogados no saquinho do ego, uma palavra já mistificada e definida por um conceito genérico de consciência mental, que nem sequer corresponde à noção psicológica subjacente à própria mistificação em si.

Esse erro faz com que a gente leia um monte de ego por aí colocados sem reflexão. É o processo da repetição irrefletida e impulsiva, que podem ocorrer no ensinamento por via oral e livral (nenhuma crítica a essa método de aprendizado, gente). Poderemos dizer então que a forma do ensinamento não tem nenhuma importância, que são palavras apenas, mas essa colocação de palavras denota uma tendência preocupante...

O que as pessoas (muitas delas) estão fazendo em termos de espiritualidade hoje não é saudável no sentido da relação que temos com nossa manifestação. Ou seja, o eu verdadeiro é vislumbrado como um espírito perfeito e eterno que está em evolução para manifestar sua união com o divino, e a manifestação atual fica empobrecida, é definida como um estágio imperfeito e probatório, é o falso-eu. Então você se identifica com a matéria, os prazeres e o corpo e isso é o falso-eu. Desejos, sonhos, projeções, isso é o falso-eu. E como podemos concordar com essa visão binária e simplista?

Sim, é deficiente e está ultrapassada. Os mestres antigos que serviram de inspiração a todo esse movimento foram mal traduzidos, mal interpretados e usados para a criação de pessoas muito convenientes: não se comovem, são pacíficas ao excesso, sujeitas, aceitam a tudo com resignação tímida: não querem ser humanos, mas o são.

Nenhum dos antigos mestres e escrituras quis que o homem diminuísse seu ego, seu eu. Se o fez, pode ser jogada na labareda sem medo. A tradução é e deve ser direta: ego = eu e pronto. O espírito não vive na plenitude enquanto manifesta um ser evolutivo imperfeito - isso é um pensamento muito trágico, despreza e "ilusioniza" a matéria. A matéria tem realidade e é ligada ao conceito de espírito (alguns chamariam isso de "animismo" com algum desprezo na voz). As pedras, rios, árvores, construções e objetos, todos os astros e planetas, o vácuo, o ar, tudo isso é vivo, pois o Universo consiste num grande organismo. Espírito e matéria são uma e a mesma coisa.

Podemos dizer que a dualidade é que é a ilusão verdadeira, então não existe alma X corpo, eu verdadeiro X falso-eu, o bem X o mal etc. Já podemos jogar tudo isso fora para maior leveza e clareza interior. Somos uma só manifestação, não imperfeita nem perfeita, pois esses são conceitos duais ainda, mas apenas plena e ligada à totalidade. Sem uma forma, não haveria ação no universo, não haveria movimento, criatividade, sentimentos, prazer/dor, nada mesmo...

O espírito é o próprio ego que ele precisa para existir, e só isso dá a ele alguma substância real, não hipotética. O que chamamos de divindades (seja uma ou várias) são aspectos nossos; nós contemplamos o que classificamos como virtudes e colocamos em formas, como o cosmo faz com nosso corpo. Podemos fazer o mesmo com demônios. Isso é só estorinha pra ajudar a entender coisas, como conos de fada. Essas forças são adoradas e servidas, mas o serviço real deve ser prestado à fonte delas, o Cosmo Infinito, que é um só e todos nós. Estamos nisso, somos isso já e sempre. Então, perde o sentido viver em privações, se esquivando e rotulando o bem e o mal no cotidiano.

O ego é a fonte da consciência divina, ele dança com as forças naturais, ele as transforma e é por elas transformado. Ele é um com elas. O homem místico é integral: age no mundo, toma partido, entende a vida e a morte. Se as pessoas o identificam mais com o lado "bom" da ilusão binária, é porque ele está enquadrado num movimento cultural, mas isso não importará para ele, que está além do bem e do mal.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Morre

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói o seu Amor próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito. que repete todos os dias o mesmo trajeto, que não muda de marca, que não se arrisca a vestir uma nova cor, ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão e o seu redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, e os corações aos tropeços.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho ou amor; quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho; quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

VIVA HOJE! ARRISQUE HOJE! FAÇA HOJE! NÃO SE DEIXE MORRER LENTAMENTE...
(Martha Medeiros)

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Osho - As Estações


As estações mudam. Às vezes é inverno, às vezes é verão. Se você permanecer sempre no mesmo clima, você se sentirá estagnado. Você precisa aprender a gostar daquilo que está acontecendo. Chamo a isso de maturidade. Você precisa gostar daquilo que já está presente. A imaturidade é ficar vivendo nos "poderias" e nos "deverias" e nunca vivendo naquilo que "é" - aquilo que "é" é o caso, e o "deveria" é apenas um sonho.
Tudo o que for o caso, é bom. Ame isso, goste disso e relaxe nisso. Quando algumas vezes vier a intensidade, ame-a. Quando ela for embora, despeça-se dela. As coisas mudam... A vida é um fluxo. Nada permanece o mesmo; às vezes há grandes espaços e às vezes não há para onde se mover. Mas as duas coisas são boas, ambas são dádivas da existência. Você deveria ser grato, reconhecido por tudo o que acontece. Desfrute o que for. É isso que está acontecendo agora. Amanhã poderá mudar, então desfrute aquilo. Depois de amanhã algo mais poderá acontecer. Desfrute-o. Não compare o passado com as fúteis fantasias futuras. Viva o momento. Às vezes é quente, às vezes é muito frio, mas ambos são necessários; de outro modo, a vida desapareceria. Ela existe nas polaridades.

Osho, A Rose is a Rose is a Rose is a Rose,

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Osho - A mente é uma droga



‎"A mente é um tipo de droga, ela o mantém drogado.
Você tem que se livrar da mente,
você tem de colocá-la de lado.
Então não há questão alguma de se entender,
você simplesmente vê a verdade.
É uma questão de ver, não de entender.
Eu estou levando você em direção ao estado de não-mente
e você está tentando entender isso através da mente, isso é impossível.
A mente não tem qualquer capacidade de entender a não-mente,
a não-mente é incompreensível,
obviamente, a mente não consegue compreendê-la, consegue somente negá-la.
Coloque a mente de lado.
Enquanto você estiver me escutando, não tente entender, simplesmente escute silenciosamente.
Não considere se o que eu estou dizendo é verdade ou não.
Não se preocupe com sua verdade ou inverdade.
Não estou lhe pedindo para acreditar, por isso não há qualquer necessidade de pensar sobre sua verdade ou inverdade.
Me ouça exatamente como você ouve os passarinhos cantando ou o vento passando através dos pinheiros ou o som da água correndo.
Mas você permanece fixo na cabeça.
A cabeça o mantém quase bêbado com pensamentos, idéias, interpretações.
Tome cuidado com a sua mente!
Você nunca pensou sobre ela como uma droga, ela é uma droga muito sutil e a sociedade vai drogando-o desde a sua infância.
Ela se torna parte e parcela da sua vida e colore tudo.
O que quer que você veja, você vê através dela,
o que quer que você escute, você escuta através dela, e ela é rápida para interpretar a favor ou contra.
Ao me ouvir, se você estiver pensando sobre a favor ou contra, você continuará me perdendo.
Você não sabe aonde vc se encontra, o que está fazendo, quem é você. Todo o meu esforço aqui é para trazê-lo para os seus sentidos, da sua mente para os seus sentidos.
A mente o mantém em um tipo de loucura.
A mente é loucura, a diferença é somente de grau.
As pessoas loucas foram um pouco além de você, isso é tudo.
Pode ser que vc esteja na mente uns noventa graus, uma outra pessoa em noventa e nove, e uma outra cruzou a fronteira de cem graus, então ela é louca.
Mas o único homem são é aquele que se retirou da mente, porque então a sua visão é clara, sem nuvens, sua consciência é pura, como um espelho sem qualquer poeira.
Meditação significa desligar-se dessa corrente: nem pensar nem sonhar,
simplesmente ser. E então, de repente, vc verá o que estou dizendo. Não será uma questão de estar convencido da sua veracidade, será uma realização. E a verdade nunca é uma conclusão, ela é sempre uma realização, uma revelação."

Osho

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Satyaprem - Aqui e Agora



Aqui e agora só existe o Ser.
E o Ser não é seu, não é propriedade sua.
Seu Ser é o meu Ser.
Seu Ser é o Ser de todo mundo.
Ele não pode ser seu – e é por ele não ser de propriedade sua, nem de ninguém, que ele mora no aqui e agora.
Nada tem definição no aqui e agora.
O Ser é indefinível.
É por isso que os Budas dizem que, quando o Ser é realizado, uma profunda e imensurável humildade é realizada, porque é percebido o quão pequeno é este “eu”.
A arrogância é apenas baseada na ignorância e na ideia de separação.
Você pensa que eu sou separado de você, ou que você é separado de um outro alguém, ou que você sabe mais do que esse outro alguém, ou que eu sei mais do que você.
Mas essa é uma ideia aprendida, condicionada.
Você cresceu ouvindo que o seu corpo era você.
Este limite lhe foi imposto quando disseram que você era alguém.
Vem daí toda essa dificuldade em transpor, em transgredir esse limite.
Transgredir é pecado.
Estes conceitos são limites, ou seja, estão definindo você, estão criando uma identidade, tentando fazer de você algo palpável.
Só uma coisa não é palpável e não tem limite.
Em ignorância, você tem medo disso.
Mas isso é você!

Satyaprem

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Ria com o tio Osho



‎"Questionador:

- Então, Mestre, a alma é ou não imortal? Sobrevivemos à morte de nosso corpo ou nos aniquilamos? Nós realmente reencarnamos? Nossa alma se divide em partes componentes que se reciclam, ou entramos no corpo de um organismo biológico como uma única unidade? E retemos ou não nossa memória? Ou a doutrina da reencarnação é falsa? Talvez a noção da sobrevivência cristã seja mais correta? Se for assim, temos ressurreição do corpo ou nossa alma entra num reino puramente platônico e espiritual?

Mestre:

- Seu café da manhã está esfriando".
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