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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Criolo - Tô pra ver



Tô pra ver um daqui sucumbir
Você pode até sorrir mas no final vai chorar
Mexeu com nois assim... somos forte
Tô com a favela eu tô forte...
Tô pra ver um daqui sucumbir
Você pode até sorrir mas no final vai chorar
Mexeu com nois assim... somos forte
Tô com a favela eu tô forte...
Tô pra ver um daqui pedir toalha, água
não resistir a essa batalha
Do rap não sou uma estrela, eu sou uma arma
que cospe a verdade, que pega e fala
é do perrio, desespero, descabelo e da desgraça
que nutri o ódio e prolifera em toda a massa
o gosto amargo, discado que se passa
é trabalhar sem ter se envolver vira fumaça
do que esconderam debaixo do tapete,
saciar meu povo, que tá com sede de verdade
Sim, aqui se pode, correr atraz
trairas não podem conquistar o que teriam de graça
de que adianta ter respeito nas festa
se moral na quebrada, sua carapuça caiu
ai coisa feia... é óleo de peroba nessa cara de madeira
em toda quebrada tem (tem) você sabe bem (bem)
o que ele quer é te derrubar owoh, mas não vão conseguir
porque:
Tô pra ver um daqui sucumbir
Você pode até sorrir mas no final vai chorar
Mexeu com nois assim... somos forte
Tô com a favela eu tô forte...
Tô pra ver um daqui sucumbir
Você pode até sorrir mas no final vai chorar
Mexeu com nois assim... somos forte
Tô com a favela eu tô forte...
ensinamentos dessa caminhada
o sol que te aquece de graça
o artesão que a madeira talha
agulha no palheiro, um dia agente acha
o tempo passa devagar se a vida tá sem graça
é rocambole sem recheio, tonel sem cachaça
beijo sem língua, são paulo é uma farsa
contra o desarmamento, ação desesperada
não investiram na educação... agora paga
é preto e branco, um vazo no martelo
uma flor sem cor, um sorriso amarela
entra ano e sai ano e o povo na miséria
se o meu negócio é cantar... cantaremos cinderela
eu quero aprender, eu quero saber,
eu quero passar pra depois desenvolver,
eu quero comer, eu quero beber,
saneamento básico cacete, isso é o mínino...
dignidade do poeta que vai se diluindo,
eu numa luta coverde vou seguindo, tossindo
o que mais me incomoda é essa pobreza de espírito
o que mais te incomoda é que eu sou feliz fazendo isso
desistir, nunca, não sou covarde,
queira ou não rap é uma realidade
desistir, nunca, o povo, não é covarde
queira ou não rap é uma realidade de luta...
luta, luta, luta, luta, luta, luta, luta, luta,
luta, luta, luta, luta, luta, luta, luta, luta...
Tô pra ver um daqui sucumbir
Você pode até sorrir mas no final vai chorar
Mexeu com nois assim... somos forte
Tô com a favela eu tô forte...
(Criolo Doido)

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Criolo Doido - Ainda Há Tempo


Cê quer saber , então vou te falar , por que as pessoas sadias adoecem
Bem alimentadas ou não por que perecem .
Tudo está guardado na mente , o que você quer nem sempre condiz com o que outro sente.
Eu to falando é de atenção , que da cola ao coração
E faz marmanjo chorar , se faltar , um simples sorriso , as vezes um olhar.
Disse bem da pessoa errada , não conta , amizade é importante , mais o amor escancara tanto.
E o que te faz feliz , também provoca dor , a cadência do surdo no colo que se forjou.
E aliás cá pra nós , até o mais desandado
Dá o tempo na função , quando percebe que é amado.
E as pessoas se olham e não se falam , se esbarram na rua e se maltratam.
Usam a desculpa de que nem cristo agradou , falou ,cê vai querer mesmo se comparar ao senhor.
[Refrão 2x]
''As pessoas não são más mano , elas só estão perdidas, ainda há tempo''.
Não quero ver , você triste assim , não
Que a minha música possa , te levar amor...
Exemplo não , sou , tô longe de ser , cidadão comum com vontade de vencer.
Rap , que energia é essa , um dom , um karma , uma dívida , uma presse .
Infelizmente tem , alguns que desmerecem , é tanta coisa na cabeça , sai fora me esquece.
Sem saúde sem paz , o nosso povo padece , no grajaú só , no frio de dá dó.
Esperando a lotação , pra ir pro evento de rap
Lembrei de alguem que não tá mais entre agente.
A dona morte vem , carrega os mano na mó pressa , uma estrela a mais no céu , um rimador falta na terra.
Deus sabe sempre o que , tá fazendo , mesmo sabendo disso eu sofro , vai vendo.
Quem tem noção das coisas , sente o peso da maldade , a cobrança é maior , inteligência traz vaidade.
E quem se deixou levar fraquejou , essa é a verdade , aprenda com os erros não se sinta um convarde.
Na praia jesus , me carregou no colo , eu ví o par de pegadas não entendi o óbvio .
Que o fardo não é maior , do que posso carregar
Se a vida é o jogo , então vamos ganhar.
[Refrão2x]
''As pessoas não são más mano , elas só estão perdidas, ainda há tempo''.
Não quero ver , você triste assim , não
Que a minha música possa , te levar amor...
Então me fala , fala , pergunta que não cala
Se o rap é pro bem , então por que tanta gente atrapalha .
Com o poder da mente e a maldade , falar nisso , mecanismo do sistema é sugar sua alma vivo.
Seu sangue seu suor , são só detalhe nisso , chuva ácida será bem pior , que um lançamento de um míssil.
Entre o céu e o inferno , no grajaú me localizo , flutuando na hipocrisia do logo e do fascismo.
Pronto pra rimar um doido , criolo mestiço, eu não sou preto , não sou branco , eu sou do rap eu sou bem isso .
Quem perdeu a noção , por luxúria tá perdido , quem perdeu a razão por dinheiro , eu nem te digo .
Saúde e microfone é a fórmula que preciso , por que se o rap está comigo , eu não me sinto excluído.
[Refrão 4x]
''As pessoas não são más mano , elas só estão perdidas, ainda há tempo''.
Não quero ver , você triste assim , não
Que a minha música possa , te levar amor...

terça-feira, 19 de julho de 2011

Criolo Doido - É o Teste.


Verso 1
Há todo momento provar que sou tranquilo,
Não ando com um cano, pra que tenho os conhecidos?
Alguns, vários que vivem no submundo,
Tem de tudo aguçado, de estressado ficou mudo.
Pentágono, pelo amor vai chegar sua vez,
Time do loko, iporanga é com vocês.
Sem treta, só a dor, a madeira consumindo
No mundo a responsa de dizer quem tá comigo.
De kichute pra jogar quantas vez levei capote,
500 conto num tênis irmão é pra quem pode.
De carro com bitches, o boy se acha grande! olho no lance!
Grande foi mahatma gandhi.
Sangue com o barro, atrocidades não esquece
Eu ainda não tô treze, e se ficar vai ser de rap.
Eu tô por dentro, virado no setecentos,
Eu já vivi do outro lado, eu tô ligado que é o relento.
Jaílson, gilmar, barrão, saudades tenho,
Todo jogo maluco, é só o começo.
Refrão

É o teste, é o teste, é a febre, é a glória
Não se corromper pra nóis já é vitória
É o teste, é o teste, é a febre, é a glória
Procure ser feliz, pobreza não é derrota
É o teste, é o teste, é a febre, é a glória
Enquanto deus deixar vou rimar até umas hora
Verso 2
Pare aonde for, viva o que viver, seja um homem, e mantenha sua postura.
( procurar emprego a pé por não ter o dinheiro da condução é foda. )
Vários vão pro saco, na vala não tem vaga,
O criolo aqui é doido e não aceita mancada.
O que penso familia, ainda nela acredito,
Deus abençoe meus pais e fortifique meu espírito.
Pior que um trator, o grajaú na missão,
Varios manos representam, relâmpago e trovão.
Sem oportunidades, o negócio que mais cresce,
É vender uma parada, ou então cantar um rap.
Na correria a milhão no bolo eu também tô,
Zona sul nossa quebrada valoriza o rimador.
Em dia de cosme e damião jardim lucélia se alegrou,
Deus abençoe criança na rua, dona cida organizou.
É simples, deus não paga pau pros lóki,
O pó, as armas, é o demônio dando bote.
Dá um prato de comida, descabelado é que ele sofre,
Realmente compreendi, sobreviver é só pros fortes.
E da morte, não há como desviar,
O tempo encurtou, então devo me expressar.
Caneta e caderno, minhas armas descrevi,
Arujá no gol quadrado vai escreve aquilo ali.
Nas antiga sem dinheiro eu não podia consumir,
Ir pra festa com os parceiros é calça jeans e mocassim
Refrão
É o teste, é o teste, é a febre, é a glória
Não se corromper pra nóis já é vitória
É o teste, é o teste, é a febre, é a glória
Procure ser feliz, pobreza não é derrota
É o teste, é o teste, é a febre, é a glória
Enquanto deus deixar vou rimar até umas hora
Verso 3
Pare onde for, viva o que viver, seja um homem. e mantenha sua postura!
Porque eu canto é com amor, essa porra de rap.
Eu já vi a morte na minha frente, a morte não me esquece.
O que me fez diferente, foi aceitar meu talento,
Rimadores com flow pra aliviar seu tormento.
O que eu digo, é de coração amigo,
Se eu tivesse que parar já tinha parado mas eu sigo.
Porque a arte liberta, esse é o meu desejo,
Talento deus deu do metalúrgico, ao cozinheiro.
E a minha mãe que cuida de mim independente da minha idade,
E quem não tem mamãe, valoriza e tem saudade.
Eu respeito, há como eu respeito,
Amor de mãe não se escreve, aí não tem defeito.
Seria tão bom se a mãe da gente não sofresse,
Não ficasse doente e também não envelhecesse.
É coisa ruim, boy a gente até esquece,
As mães que não compreendem os manos que cantam rap.
É tudo bem, eu quero paz pro mundo.
Não a guerra, não a fome, não ao latifúndio.
Ninguem é melhor que ninguem, as pessoas são diferentes,
O que me faz feliz, te deixa com a cabeça quente.
É o rap, que eu canto é por amor,
Se eu tô vivo hoje é porque a missão não acabou.
Criolooooooooooooooooo, criolooooooooooooooooo
Refrão
É o teste, é o teste, é a febre, é a glória
Não se corromper pra nóis já é vitória
É o teste, é o teste, é a febre, é a glória
Procure ser feliz, pobreza não é derrota
É o teste, é o teste, é a febre, é a glória
Enquanto deus deixar vou rimar até umas hora
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