segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Somos 99%


"Estamos vivendo uma época de efervescência de atos políticos e manifestações de contestação que poderiam nos levar a uma libertação. Em contraponto a isso, temos também incutidos nesses movimentos sentimentos patrióticos. Críticas ao sistema alienante e explorador que nos controla são feitas pelas mesmas bocas que gritam:'sou brasileiro com muito orgulho e com muito amor'. Como ser um ativista pela libertação dos povos afirmando as fronteiras entre os estados? Como ser autônomo e lutar pela liberdade se assumimos a identidade baseada em fronteiras abstratas que ao invés de nos unir, nos separam em nacionalidades? libertação não é sinônimo de liberdade de consumo e sim de viver, de pensar, de questionar e principlamente se locomover independente das divisões entre as terras." (Homem em Movimento)

Se exitem opressores, existirão os oprimidos, enquanto houver opressão, haverá resistência, entretanto um dos problemas que enfrentamos nessa revolução atual, é a perca de foco sobre o opressor, por causa que os oprimidos ficam se queixando entre eles mesmo, quem é o mais oprimido, varias bandeiras de oprimidos querendo ver quem é a "melhor", que sofre mais opressão, a galera da floresta, a turma dos animais, os camaradas comuna e anarco, os a favor do amor maior, os da sociedade alternativa... e é isso que gera a segregação dos oprimidos, temos que fazer diferente nessa revolução, a união dos 99% dos oprimidos é necessário para que a mudança ocorra. Deixar de usar o consenso de todos e começar a se basear na razão, de que o nosso problema não é a gente ser oprimido, e sim o opressor, os 1%.

É ele que nos oprimi, ou somos nós que nos deixamos oprimir?

Temos que ter em mente que essa revolução não haverá nenhum Che Guevara, todos os 99% tem que fazer a sua parte, agir consciente, com a mente que o propósito e para o bem de todos os seres humanos, em prol de um planeta saudável.

(Matuzaleu)

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