quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Nostalgia


Andando pela noite gélida, o cheiro da dama-da-noite me invadiu, trazendo junto consigo lembranças de tempos que não voltam mais. Lembranças daquele sorriso que já foi para mim, daquele olhar que brilhava ao me ver, daquele toque acolhedor quando me abraçava. Agora o que me resta são estas sensações fantasmagórica, e estas lagrimas que escorre pelo meu rosto. Será que estou sendo injusto com minhas lembranças? Não tive muito mais momentos de felicidade do que os de tristeza? Mas mesmo assim é a tristeza que me consome, e eu me pego pensando se teria sido diferente, se você ainda estaria aqui,  se eu lhe tivesse dito o que passei e o quanto sofre, mas eu não sabia que iria se acabar.

Então sozinho pelas ruas, eu e minhas lembranças. Lembra? Aquele dia que fizemos promessas, que eu seria seu e te esperaria para todo o sempre, mas o todo sempre veio e passou, e eu fiquei aqui sozinho, eu e minhas lembranças. Lembra?  Das nossas juras de amor, dos  nossos planos de uma vida em dois, mas agora estou só, eu e minhas lembranças. Lembra? Daquele dia em que eu te disse que me guardaria para ti, e você sorriu, mas depois você se foi, me rejeitando e me abandonando, então ficou somente eu e minhas lembranças. Lembra? Minhas lembranças lembram e relembram.

Que está noite solitária e cheia de nostalgia seja testemunha das minhas lembranças, que no amanhecer do  novo dia eu e minhas lembranças possa sorrir com novos planos, novos sonhos, com a esperança de novas promessas. E quem sabe assim quando eu a te ver novamente minha querida flor, dama-da-noite, eu lhe possa oferecer sorrisos em vez de lagrimas.

(Matuzaleu)
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