terça-feira, 23 de agosto de 2011

uma flor não é uma flor























Dê-se conta que qualquer que seja a sua decisão a respeito do que tem a ser feito e de como e onde deva ser feito, não passam de imaginação. Saiba que, se for anseio da Existência, com você ou sem você, há de acontecer aquilo que tiver que acontecer. Aquilo que te cabe fazer, você saberá muito bem fazê-lo, dia após dia. Este é o significado de “entrega”, trata-se de um “des-freamento”. Chega um ponto em que você se rende e deixa acontecer.

Aceitação não é um fazer, não é um ato, você não tem como cometer aceitação. Aceitação é a mera observação de que você não pode fazer nada em relação a coisa alguma, de verdade. Cabe apenas a percepção da fome, do cansaço, do amor... ou do que quer que seja que esteja acontecendo. Nada mais que isso!

A mente insiste em se antepor e decidir, enquanto as coisas aparecem e se resolvem por si. A mente dá sentido aos objetos e acontecimentos, mas isso não quer dizer que os objetos nem os acontecimentos sejam aquilo que a mente determina. Dentro da mente há divisão e separação, ou seja: limitação. No entanto, o convido a ver aquilo que é imortal – tem algo que não morre. Dar nome a um objeto é matá-lo. Definitivamente, uma flor não é uma flor.

Entregue-se, se puder, ou afaste-se. O nosso encontro é regido por uma única condição: o amor por algo que, de verdade, não sabemos o que é. Não sabemos por que estamos aqui, nem por que estamos questionando isso. Eu insisto, o convite é apenas: “Be here”.

Mas você não quer entregar-se, a mente não quer ser discípula, ela quer ser o Buda. Não se engane! Tudo não passa de palavras, conceitos. A razão de estarmos aqui está em simplesmente ser. Compreenda, não disse “ser alguma coisa”, estou dizendo: Simplesmente seja! E o nosso encontro é necessário apenas para lembrá-lo disso; para que você reserve, no seu dia a dia, a condição de simplesmente ser, cada vez mais e mais.

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